Filha, o parto é mesmo... um parto!!!!
No nosso, que foi normal, algumas anormalidades aconteceram. Pra você ver, já que tanta gente faz propaganda do parto normal: que é uma maravilha, que a mulher nasceu pra isso, que quem nem tenta não é mãe... Cada besteira absurda!
Uma das coisas que eu gostaria que você aprendesse é ser mais respeitosa e aberta à opinião alheia do que muita gente por aí. É que eu acho que não dá, por exemplo, pra defender suas convicções a berros e xingamentos e tem muita gente que faz isso. Acaba só criando angústia pra si e para os outros.
Explico: na gravidez, fui a alguns workshops, li muito, fiquei superindecisa entre parto normal e cesárea (os na água e afins eu descartei de cara simplesmente pela dificuldade em fazê-los, não por não acreditar neles, que fique bem claro!). Meu obstetra se acostumou com minha lista de três páginas (é sério!) de dúvidas sobre o melhor método, o que mais traria benefícios a você, menos risco, etc. e tal. Na hora H não adiantou nada, já que eu senti a primeira contração às 3h e você nasceu às 7h05 (porque seguraram, senão, ia ser antes até). Ou seja, teve que ser normal mesmo.
Bom, era algo que eu queria, mas no nosso caso, a sua posição não estava tão boa para um parto normal. Daí tive que lidar com algumas chatices (traduzindo: dor, medo, dor, medo, dor e medo), mas estou aqui, blogando, um mês depois, pra você ver que tudo deu certo (pra nós duas, graças a Deus!!!). Se fosse cesárea seria melhor? Não sei dizer. Tinha que ser como foi. As mães que fizeram cesárea no mesmo dia tiveram alta bem antes de mim, mas também se sabe que complicações de cesárea são bem terríveis.
Então, filhota, quando você me perguntar como foi na hora do parto, vou te contar tudinho, mas isso não significa que no caso de qualquer outra pessoa seria igual. Das lições que a gente aprende nesta vida, uma das maiores é respeitar o outro, muito pela sua história e por tudo aquilo que ele carrega de experiência de vida. E é por isso que evito, a todo custo, ficar fazendo propaganda do melhor parto, da melhor forma de criar um filho, do que nunca fazer, blablablá. Além de ser uma chatice, quem sou eu pra julgar uma outra pessoa, não é mesmo?
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Oi, filha!
Eu não nasci pra ser mãe. Sou filha única e não tive bebezinhos ao meu redor na infância, adolescência e até na fase adulta pra treinar ou despertar em mim antecipadamente o sentimento de maternidade. Uma das minhas poucas bonecas que remetiam a esse papel, na infância, foi pintada de canetinha vermelha e teve o cabelo cortado sem dó, num dia em que minha mãe descuidou e eu me vi sozinha com a tesoura, o nenê de pano e a ideia bem sapeca de cortar seu cabelinho.
Por isso, filha, resolvi criar este blog inteiramente pra você. Espero que, um dia, lá na frente, quando for uma criança ou uma adolescente linda, você possa lê-lo e perceber o quão importante é em minha vida, porque foi você quem a modificou pra sempre, de uma forma que eu nunca pude imaginar ser possível. Espero que, neste dia, eu esteja do seu lado curtindo tudo o que foi descrito aqui, para poder relembrar os momentos de aprendizagem, de descobertas, de crescimento.
Hoje você tem exatos um mês e oito dias completos. Está um bebezinho fofo, esperto, que eu amo demais. Chora bastante também (e pode ter certeza de que este post será interrompido muitas vezes, até você pegar no sono de verdade). Puxou algumas coisas da mamãe e algumas coisas do papai, o que deixa ambos muito orgulhosos. ;)
Sei que os dias voam quase na velocidade da luz e quero deixar, aqui neste espaço, meu registro pra você, meu bebezinho, além de compartilhar com pessoas queridas as sensações dessa fase de reclusão em que não se dorme mais como antigamente, não se sai mais como antigamente e, talvez, nada mais seja como antigamente. Mas apesar de não ter nascido para ser mãe, hoje posso dizer que você me fez renascer de certa forma - um renascimento lindo, lúcido e cheio de amor.
Por isso, filha, resolvi criar este blog inteiramente pra você. Espero que, um dia, lá na frente, quando for uma criança ou uma adolescente linda, você possa lê-lo e perceber o quão importante é em minha vida, porque foi você quem a modificou pra sempre, de uma forma que eu nunca pude imaginar ser possível. Espero que, neste dia, eu esteja do seu lado curtindo tudo o que foi descrito aqui, para poder relembrar os momentos de aprendizagem, de descobertas, de crescimento.
Hoje você tem exatos um mês e oito dias completos. Está um bebezinho fofo, esperto, que eu amo demais. Chora bastante também (e pode ter certeza de que este post será interrompido muitas vezes, até você pegar no sono de verdade). Puxou algumas coisas da mamãe e algumas coisas do papai, o que deixa ambos muito orgulhosos. ;)
Sei que os dias voam quase na velocidade da luz e quero deixar, aqui neste espaço, meu registro pra você, meu bebezinho, além de compartilhar com pessoas queridas as sensações dessa fase de reclusão em que não se dorme mais como antigamente, não se sai mais como antigamente e, talvez, nada mais seja como antigamente. Mas apesar de não ter nascido para ser mãe, hoje posso dizer que você me fez renascer de certa forma - um renascimento lindo, lúcido e cheio de amor.
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